Demasiados ecrãs acabam por nos remover da realidade“. Quem o diz é Enki Bilal, que lançou recentemente o álbum “Bug” sobre como é que, em 2041, o ser humano poderá (sobre)viver sem dados digitais.

Os equipamentos – de smartphones a carros autónomos – existem mas sem dados não funcionam. “E se tudo desaparecesse”, questiona em entrevista, assumindo saber que isso dificilmente pode acontecer.

“A irrupção do mundo digital marcou o fim de um mundo. Ela cortou grande parte da transmissão da cultura”, afirma. Perante a “preguiça” cerebral, acompanhada pela armazenagem de dados em discos rígidos para “disponibilizar” o cérebro para outras coisas, acabamos “por nem sequer conhecer os nossos números de telefone”.

“É um futuro que está de facto relativamente próximo”, diz.