LEDs na iluminação pública é uma ideia (demasiado) brilhante

Lisboa vai ter candeeiros públicos com lâmpadas LED, depois de ter efectuado um anúncio em 2015 para realizar a mesma operação nos semáforos.

Almeirim, Alpiarça, Braga, Cascais, Guimarães, Mafra, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Póvoa de Varzim, Valongo ou Vizela são algumas das outras zonas urbanas portuguesas que aderiram a esta tendência.

É uma das razões pelas quais as zonas urbanas aparecem, nas fotografias tiradas do espaço, como mais brilhantes. E, “apesar de serem mais caras do que as lâmpadas tradicionais, duram três vezes mais, emitem o dobro da luz e custam cerca de metade em manutenção“, entre várias das suas alegadas vantagens.

Um estudo de 2016, “The new world atlas of artificial night sky brightness“, mostra essas variações usando dados da iluminação artificial e uma previsão do uso da sua percepção quando do uso de LEDs.

E enquanto alguns investigadores alertam para o problema de iluminar a noite e do seu impacto no “relógio biológico” humano, outros afiançam que uma menor potência pode ajudar a resolver este problema.

Em alternativa, há quem proponha soluções como árvores que podem substituir a iluminação eléctrica ou o projecto “Gates of Light” em que, através de uma camada retro-reflectora, a iluminação nocturna em edifícios só é activada quando circulam veículos com as luzes ligadas.

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