Há alguns anos, um grupo de investigadores associou-se num projecto para analisar “os problemas complexos que preocupam os homens de todo o mundo: a pobreza no meio da abundância; a degradação do meio ambiente; a perda da fé nas instituições; a urbanização descontrolada; a insegurança no emprego; a alienação da juventude; a rejeição dos valores tradicionais, a inflação e outras disrupções monetárias e económicas”.

As conclusões do grupo de peritos antecipou que, “se as presentes tendências de crescimento na população mundial, industrialização, poluição, produção de alimentos e sangria de recursos continuam inalteradas, os limites de crescimento neste planeta serão atingidos algures nos próximos cem anos”, com decréscimo tanto na população como na capacidade industrial.

Algo poderia ser mudado mas isso não viria da tecnologia, por não ser “possível agregar e generalizar as implicações dinâmicas do desenvolvimento tecnológico porque diferentes tecnologias emergem de e influenciam vários diferentes sectores”. Isto apesar dos “optimistas tecnológicos” acreditarem no seu potencial para o “crescimento da população e do capital” mas que não teria impacto viável na “destruição de recursos ou na poluição ou na falta de alimentos”.

A tecnologia “pode mudar muito rapidamente” mas as instituições políticas e sociais são mais lentas e “quase nunca mudam em antecipação de uma necessidade mas apenas em resposta a uma”.

O discurso parece do século XXI mas foi antecipado no livro “The Limits to Growth“, editado em 1972.