Portugal gerou 17,3 quilogramas de lixo electrónico por habitante em 2016, enquanto a média europeia chegou aos 16,6 quilogramas por habitante. A Europa é, ainda assim, a região que mais recicla produtos electrónicos (35%), enquanto o continente americano se fica pelos 17% e a Ásia pelos 15%.

Os dados constam do “The Global E-waste Monitor 2017“, um estudo conjunto da United Nations University (UNU), da International Telecommunication Union (ITU) e da International Solid Waste Association (ISWA).

O lixo electrónico engloba telemóveis, computadores, frigoríficos, televisores, lâmpadas ou outros equipamentos que possam apresentar “consideráveis riscos ambientais e de saúde” se não forem tratados de forma adequada.

Nos dados relativos a 2016, a Ásia é a região com maior produção de “e-waste”, seguindo-se a Europa, as Américas, a África e a Oceânia.

A par com a enorme falta de informação (só 41 países asseguram estatísticas fiáveis, entre os quais Portugal), o estudo assegura que o lixo electrónico continua a aumentar e pouco a ser reciclado.

A indústria tecnológica é acusada de contribuir para esta situação, nomeadamente por não permitir a re-utilização de certos dispositivos.