O OMO é a tendência em que “as fronteiras entre os mundos online e offline estão a ser eliminadas” e a China está bem posicionada para a liderar.

Quem o diz é Kai-Fu Lee, CEO da Sinovation Ventures e presidente do Sinovation Ventures Artificial Intelligence Institute. Os exemplos que dá são chineses, com os “milhões de ciclistas a pedalar nas megacidades chinesas a gerar 20 terabytes de dados” para servidores em cloud que “ligam pessoas, bicicletas, estradas e destinos como uma das maiores redes da ‘Internet das Coisas'”.

Junte-se a isto a análise de padrões usando inteligência artificial (IA), calibrando a oferta e a procura, e estamos num ambiente OMO (de “online merges with offline”), que se sustenta em quatro factores: smartphones, pagamentos sem contacto físico, sensores e IA.

Neste ambiente, com mais sensores em edifícios ou veículos, “os que tiverem acesso aos dados vão saber e seguir o comportamento de cada pessoa ainda melhor do que quando essa pessoa está online.

Isto vai gerar melhores recomendações a clientes, melhoria nos serviços nas lojas, automação da cadeia de fornecimento de bens e gestão “just-in-time” do inventário. E a necessidade de ter melhores protecções na privacidade e segurança dos utilizadores.

Num outro artigo, sustenta porque a China tem uma “significativa vantagem”, lembrando que “um em cada três unicórnios (startups avaliadas em mais de mil milhões de dólares) é chinesa e os fornecedores de [serviços em] cloud têm o recorde para a eficiência computacional”. E mesmo com o seu défice nos serviços em geral, o país tem superávite comercial de 15 mil milhões de dólares nos serviços digitais.