A Europa lidera em número de citações na investigação em inteligência artificial (IA) mas a Universidade de Lisboa é a única entidade portuguesa a entrar na lista das 100 organizações mais referenciadas e surge apenas na 99ª posição.

Segundo o estudo “The State of European Tech 2017“, compilado pela firma de investimentos Atomico, a Europa tem 32 instituições de investigação em IA, à frente das 30 norte-americanas e das 15 chinesas.

Desde 2012, ainda segundo o estudo, as empresas europeias de IA conseguiram financiamentos de mais de 4,6 mil milhões de dólares para mais de mil projectos.

O trabalho antecipa ainda que a IA e a tecnologia “blockchain” são as “áreas em que a Europa está melhor posicionada para atingir uma liderança mundial” nos próximos cinco anos.

No recente “AI Index 2017“, trabalho inicial que os autores assumem estar mais focado nos EUA, nota-se igualmente ao nível da publicação de “papers” um aumento na área da IA desde 1996.

O número de artigos científicos na área mais vasta da “computer science” (CS) aumentou seis vezes mas na IA esse crescimento foi de mais de nove vezes.