Os economistas não conseguem explicar porque está a produtividade a diminuir. Um exemplo disso é o Reino Unido, onde “um terço das empresas não tiveram qualquer crescimento na produtividade este século”, algo que pode estar ligado ao uso de tecnologias antigas, como equipamentos de fax – apesar de cientistas e engenheiros nas empresas poderem contrariar essa tendência.

Outros autores apontam que tudo isso se deve a uma “crise de atenção“. “Num mundo de excesso de informação, a que se dá atenção”, questionam.

Os smartphones podem ser uma das razões. No seu “Measuring the Information Society 2017“, a União Internacional das Telecomunicações nota como o “crescimento sustentado” da banda larga móvel já ultrapassa os 50% da população mundial.

Num estudo de 2013, estes equipamentos eram vistos 150 vezes por dia. Um outro relatório da consultora Deloitte diz que, nos últimos três anos, a média se manteve constante nas 47 vezes por dia.

A atenção não tem sido estudada relativamente à sua ligação à produtividade mas as “distracções” no trabalho podem ter impacto na produtividade, até pelas horas que os trabalhadores gastam no acesso a redes sociais ou a sites de compras.