As tecnologias “wearable” que muitos já usam – como “smartwatches” ou dispositivos portáteis para controlo de dados de saúde, por exemplo – são o início de uma tendência para ter uma Internet dos Humanos (IoH), o “conceito de ligar, monitorizar e registar dados humanos com a Internet”.

Apesar dos óbvios problemas com a privacidade dos utilizadores, a IoH pode ter aplicações úteis, como no caso de desastres naturais, permitindo ligar humanos a outros humanos ou a objectos, defendem alguns investigadores em “Communication Challenges in On-Body and Body-to-Body Wearable Wireless Networks—A Connectivity Perspective“.

As várias aplicações (classificadas “on-body”, “body-to-body” e “off-body”) necessitam de comunicações com baixos consumo energético, processamento e armazenamento, o que dificulta a opção pela “tecnologia apropriada” para optimizar essas comunicações sem fios.

Este variado grupo de investigadores tem apresentado vários trabalhos neste sentido – como em “Data Dissemination Strategies for Emerging Wireless Body-to-Body Networks based Internet of Humans” -, até porque esta IoH pode ser uma ferramenta útil em casos de protecção civil em desastres naturais, onde as comunicações se revelam essenciais para a coordenação de equipas de intervenção e dos afectados por essas catástrofes, dentro e fora de edifícios.