Os veículos autónomos vão disseminar-se, pelo interesse conjugado dos fabricantes automóveis e das empresas tecnológicas. Apesar dos potenciais problemas de interacção com os humanos, os seus efeitos vão chegar a diferentes públicos.

Uma das recentes contribuições para o debate sobre a adopção destes veículos recai nas crianças: será que confiava o seu filho a uma carrinha autónoma para o ir colocar e trazer da escola?

É isso que a empresa Teague, nos EUA, está a preparar.

Com uma estimativa actual da frota escolar a chegar aos 480 mil autocarros – a “maior” em circulação no país, transportando diariamente cerca de metade dos alunos -, a empresa conta intervir neste mercado com o Hannah.

Para já, é um conceito assente que visa passar dos autocarros com mais de 50 lugares para carrinhas com seis assentos. Isto permite uma deslocação de e até cada residência e uma vigilância mais personalizada, a partir das videocâmaras inseridas no seu interior e visualizadas à distância por operadores humanos.

Isto porque não é possível para alguém conduzir “um veículo de cinco toneladas a olhar para a frente e também supervisionar mais de 50 crianças”, defende Devin Liddell, responsável do projecto na Teague.

Por outro lado, actualmente, os autocarros funcionam apenas 6% durante um dia, segundo a empresa, sendo os seus condutores “penalizados neste ineficiente cenário” de trabalhar por turnos sem poderem ter um segundo emprego.

O Hannah pode ser transformado, durante este período de inactividade nas funções de transporte escolar, para outras funções – como transporte de mercadorias.

Na opinião de Liddell, “porque as escolas tendem a agir mais lentamente do que outras instituições, poderemos ver algo como o Hannah nas ruas cerca de cinco anos após a adopção generalizada dos carros autónomos“.