Programas de inteligência artificial (IA) podem ser eficientes no recrutamento dos recursos humanos [ou na prevenção de suicídios]. Mas qual é a piada de ter programas de IA a contar anedotas e a improvisarem na comédia?

Para descobrir isso, os responsáveis do HumanMachine conceberam o programa A.L.Ex, de Artificial Language Experiment, para “actuar em espectáculos ao lado de actores humanos e para audiências humanas”, procurando que ele conseguisse “manter a ilusão de um diálogo inteligente”.

Após mais de 30 espectáculos e quase 3.000 espectadores, “desenvolveram uma estrutura de espectáculo completo para submeter a audiência a um teste de Turing e investigar a suspensão da descrença requerida para a co-criação humano/não-humano” numa sala de espectáculos. Nesse sentido, criaram na audiência a ilusão de estar a assistir a um espectáculo com o sistema de IA e depois fizeram uma comparação com um espectáculo em que a IA fazia parte.

Num outro trabalho, os autores consideram haver falhas no sistema, nomeadamente pelo ruído ambiente que dificulta a interacção vocal com o robô humanóide A.L.Ex. Por outro lado, as audiências são influenciadas ao saberem que se trata de um programa de IA a fazer piadas.

O que o grupo HumanMachine espera é “melhor entender como as audiências apreciam arte quando co-criada por humanos e IA para criar melhores ferramentas e meios para a expressão humana”.