O governo inglês lançou este mês a iniciativa Cyber Discovery para detectar talentos precoces na área da cibersegurança.

O programa, destinado a crianças entre os 10 e os 13 anos, pretende estimular o interesse nesta área e colmatar a falta de recursos humanos no futuro.

O currículo passa pela análise forense digital, defesas contra ataques na Web, criptografia, programação e ética do hacking.

O investimento no programa é apenas uma pequena parte de um mais vasto orçamento do Department for Digital, Culture, Media and Sport para “transformar” a cibersegurança do Reino Unido.

Falta de recursos humanos é o problema

Na Austrália, o mesmo problema está a ser considerado, atendendo às necessidades de uma “ciberforça” nas Forças Armadas do país.

O actual modelo de procura de recursos humanos deve ser alterado, considera o artigo “The Future Cyber Workforce: Some Alternates to the Model“, incluindo mesmo pessoas que possam ter cometido crimes ou não consigam obter autorizações de segurança.

Apontando que esta medida tem “consideráveis riscos associados”, o autor Lee Hayward afirma que merecem ser analisados de forma aberta ou o país ficará para trás. E dá exemplos, como o inglês Bletchley Park, onde se descobriu a chave para decifrar as máquinas alemãs Enigma na Segunda Guerra Mundial.