O “automóvel moderno” está cheio de electrónica e é assim um alvo potencial de ciberataques.

Apesar da cibersegurança automóvel ter crescido, investigadores da Carnegie Mellon University alertam para a possibilidade de ataques nas próprias baterias dos veículos eléctricos. “Os riscos associados são tanto críticos como únicos”, dizem, pelo que apresentam um novo modelo de análise destes perigos em “componentes auxiliares” nestes veículos.

Em “Vulnerabilities of Electric Vehicle Battery Packs to Cyberattacks on Auxiliary Components“, eles consideram que um ataque pode diminuir a carga de uma bateria em 20% por hora, apontando igualmente a necessidade de mais investigação nos terminais de carregamento dos veículos, que podem também ser afectados por ciberataques.

O alerta sobre a fragilidade nas baterias não é novo mas este tipo de fenómeno pode dissuadir potenciais compradores de veículos eléctricos (apesar dos dois milhões de carros já nas ruas…), dado que a sua autonomia, optimização para carregamentos sem fios ou localização das estações de carregamento das baterias são das questões mais prementes (não abordando, obviamente, as queixas dos condutores destes veículos ou as questões de perigo na estrada relacionadas com o seu stress).

Por isso, será curioso de ver o que se vai passar com os camiões autónomos como os que a Tesla anunciou na semana passada, já com potenciais empresas a querem usá-los, e se podem revelar mais caros e com menor autonomia dos que os concorrentes tradicionais.