A Comissão Europeia quer criar um grupo de peritos e lançou uma consulta pública para combater as notícias falsas e a desinformação online, para definir uma estratégia a apresentar na Primavera de 2018.

A consulta pública, que decorre até 23 de Fevereiro próximo e deverá receber contribuições dos principais actores da comunicação social, incluindo investigadores, deverá privilegiar a análise da dimensão do problema, a avaliação das medidas já tomadas e “eventuais acções futuras para reforçar o acesso dos cidadãos a uma informação fiável e verificada e impedir a propagação da desinformação em linha”.

A consulta, esclarece ainda a Comissão, “refere-se apenas às notícias falsas e à desinformação em linha cujos conteúdos não são em si ilegais e, por conseguinte, não são aplicáveis as medidas legislativas e de autorregulação já existentes, tanto a nível nacional como da UE”.

“Esta desinformação evolui continuamente à medida que a tecnologia evolui”, disse Mariya Gabriel, comissária responsável pela Economia e Sociedade Digitais.

Entre a análise de várias métricas, um recente estudo da Kantar, “Trust in News“, que inquiriu 8.000 consumidores de media nos EUA, Reino Unido, França e Brasil, mostra que as notícias impressas são consideradas mais fiáveis do que as publicadas online.