A conta de Donald Trump no Twitter foi desactivada durante 11 minutos na passada quinta-feira.

Entre exclamações sobre os “lindos 11 minutos” ou os “felizes 11 minutos” para a humanidade, a celebração de calar a voz do presidente norte-americano foi recebida com algum entusiasmo, dentro e fora da rede social.

“A minha conta do Twitter foi removida durante 11 minutos por um empregado desonesto”, escreveu Trump para os seus quase 42 milhões de seguidores, ainda antes de saber que o responsável pelo “apagão” era um funcionário subcontratado no seu último dia de trabalho, como confirmou a empresa.

A conta do Twitter é importante para o presidente por ser onde expressa as suas opiniões de forma pessoal, que são depois retransmitidas noutras redes sociais como o Instagram ou o Facebook pelos seus colaboradores.

Mas esta conta é igualmente valiosa para a empresa: segundo um analista da Monness Crespi Hardt, ela pode perder “dois mil milhões de dólares em valor de mercado” se o @realDonaldTrump parar de escrever tuítes.

Apesar de terem sido apenas 11 minutos, o episódio levanta questões sobre a segurança que o Twitter impõe internamente. E se, por exemplo, “o funcionário tivesse escrito um tuíte com impacto em acções de uma empresa ou a declarar guerra à Coreia do Norte?

Se alguém que nem sequer é interno da empresa consegue ter este poder para eliminar a conta do utilizador mais valioso, sem qualquer permissão superior e apesar de reiterados avisos após casos semelhantes, isso “não é causa para celebração mas de preocupação sobre como funcionam os controlos e processos” na empresa.