Os ministros europeus da defesa estiveram a testar “jogos de computador” para antecipar vulnerabilidades com ataques simulados em missões navais, neste caso, e o seu impacto na potencial disseminação de informação falsa nas redes sociais.

Em Julho de 2016, a NATO reconheceu o “ciberespaço” como uma zona de guerra, enquanto a União Europeia propôs em Outubro passado que um ciberataque possa ser considerado como um ataque de guerra.

Mas como se define um ataque informático como um acto de guerra? E como se repõe a paz?

Em “An Introduction to Cyber Peacekeeping“, as comparações surgem relacionadas com as forças de paz em zonas físicas, nos terrenos da guerra tradicional em terra, ar e mar.

O referido ciberespaço é diferente porque, apesar de se perceber a localização das redes físicas e dos pontos de ataque, já a origem desses ataques pode ser escondida.

As forças de ciberpaz podem ter alguma influência em actividades como a gestão das ciberfronteiras, monitorização e verificação do tráfego da Internet, o acantonamento das ameças antes de um ataque, o desarmamento e a desmobilização das “cibertropas” e das ciberarmas, a garantia de que as forças de ciberpaz têm um melhor conhecimento tecnológico sobre quem monitorizam e, por fim, garantir que estas forças de ciberpaz têm também garantias de segurança pessoal e organizacional.

Outros autores defendem a necessidade de uma “força de ciberpaz” ser ágil e responsiva.

Mas pode ela ser instituída numa organização das Nações Unidas? Há quem defenda que isso será improvável – ou se aproveite para ganhar fôlego para impor a sua agenda.

Apontando que a ONU falhou na gestão dos ciberconflitos, desde o caso da Estónia às recentes intromissões em eleições supostamente livres ou ataques a infra-estruturas críticas, considera-se a necessidade uma entidade independente como a Global Commission for Stability in Cyberspace.

Apesar dos diferentes apoiantes, o objectivo parece ser único: estabelecer uma forma internacional eficaz na acção perante os ciberataques e manter a estabilidade das redes.