A DECO revelou esta semana quais são os supermercados mais baratos de Portugal. Mas ainda é possível fazer estas contas, de uma forma tradicional, ao invés de um modelo mais dinâmico de preços tendo em conta a região ou o tipo de clientela desses locais de consumo?

Os supermercados físicos estão a adoptar estratégias dos modelos online, como os chamados “preços dinâmicos” para os produtos ali vendidos.

A histórica “guerra de preços”, que gerou as promoções, descontos e optimização em variados sectores do comércio online, está agora a dar lugar ao “preço dinâmico” nos locais físicos: o custo de um bem adapta-se à sua procura e não apenas à oferta. O interesse das empresas é tal que até os consumidores anónimos online podem agora ter um perfil para recomendações de produtos em sites de comércio electrónico.

Este novo elemento passa pelo conhecimento do histórico do comprador, da zona onde vive, do tipo de cartão de crédito ou até do tipo de smartphone que tem. Em resumo, dos seus dados pessoais. Ou, dito de outra forma, o consumidor é quem está no carrinho de compras e estas ajustam-se a serem pagas pelo seu perfil.

Assim, o mesmo bem ou serviço pode ter um preço diferente para pessoas que até se encontram no mesmo local, dia ou hora a tentarem adquiri-lo.

O objectivo é conseguir perceber quem pode pagar mais. Mas o “preço personalizado” é injusto, como um estudo demonstrou na venda de automóveis, em 1990, em que “os preços finais para as mulheres [ou negros] eram o triplo dos oferecidos aos homens brancos” em Chicago (EUA).