Se os campos de refugiados foram pensados para serem locais temporários de abrigo e acabam por ser permanentes, porque não dotá-los de infra-estruturas digitais que os possam fazer evoluir para serem “cidades inteligentes”?

A questão é levantada no relatório “Smart Communities: Using digital technology to create sustainable refugee economies“, onde se visa o desenvolvimento de uma infra-estrutura de pagamento digital.

Exemplos como o campo de Kakuma, no Quénia (que existe desde 1992 e tem agora mais de 164 mil pessoas, muitos deles estabelecidos há mais de 18 anos) ou, também no Quénia, Dadaab que é considerado o maior campo de refugiados, com 300 mil pessoas desde 1991, fazem repensar o conceito em termos mais abrangentes.

O estudo é realizado pela Mastercard e pela Western Union mas, como explica a Fast Company, era bom que estas empresas diminuíssem as taxas sobre as transacções financeiras para os refugiados.

A revista já em 2016 apontou como os campos de refugiados podiam ser considerados zonas económicas especiais, permitindo aos refugiados terem propriedade, empregos e leis. O próprio termo é desfasado da realidade, pelo que “cidades de refugiados” poderia permitir a construção de casas, um modelo legislativo, o desenvolvimento de negócios e consequente interesse económico externo.