A “idade dourada” das startups pode estar a chegar a um limite e a culpa é das grandes organizações tecnológicas que, em tempos recentes, foram também elas startups.

A ironia é que “vivemos agora num novo mundo e ele favorece o grande, não o pequeno”, nota a TechCrunch.

Após o “boom” entre 1997 e 2006 dessas novas empresas (como a Amazon, Facebook, Google, Salesforce, Airbnb) e com o crescimento na aposta da tecnologia móvel a partir de 2007 (e exemplos como a Uber, Lyft, Snap, WhatsApp, Instagram, Twitter), “não há qualquer revolução em curso”. Até porque as “novas tecnologias são complicadas, caras e favorecem as organizações que já têm enormes quantidades de escala e de capital”.

O lançamento de startups está em mínimos de 30 anos, contabiliza também o The Guardian.

Nos Estados Unidos, foram criadas 414 mil startups em 2015, abaixo das 558 mil de 2006. Empresas como o Facebook, Google, Amazon, Apple ou Microsoft dificultam a concorrência ou a atracção de investimento. “Se fosse uma startup contra outra startup, seria uma luta justa, mas uma startup contra a Amazon é o fim”.

“Foi uma queda persistente e bastante precipitada”, explica John Dearie, do Center for American Entrepreneurship. E também problemática porque são estas novas empresas que dinamizam a criação de novos empregos e de inovações disruptivas.