27% dos anúncios mostrados nas “pageviews” visualizadas em Portugal são bloqueados pelos utilizadores recorrendo a tecnologia de “adblocking”.

Os dados referentes a este ano sofrem uma modesta quebra relativamente aos 28% registados em 2016 e constam do recente estudo “Ad blocking in the Internet”, da OnAudience (disponível para download por email).

O uso de software bloqueador de anúncios tem impacto económico no comércio electrónico porque a falta de visualizações de anúncios não potencia as aquisições de bens ou de serviços nos meios online. (act.: aliás, o mesmo se passa com as edições em papel, segundo este “Print ads spur newspaper readers to shop“).

A referida percentagem não se afasta da revelada no “Estudo AdBlocking e Publicidade – Uma causalidade anunciada“, do OberCom (citando dados do Reuters Digital News Report de 2016), que colocava Portugal na oitava posição dos países com maior uso desse tipo de software.

O mesmo sucedia com os 26% de utilizadores de “adblocking” na anterior estimativa para 2015 mas uma nota explicativa referia que “no caso de Portugal, este valor só pode ser considerado como uma estimativa, na medida em que esta pergunta não foi aplicada à amostra portuguesa até ao ano de 2015”, sendo “um cálculo por aproximação, tendo por base os resultados obtidos para o Reino Unido, dado ser um país de uma realidade europeia mais próxima”.

Este cálculo potenciava a inflação desse valor nos computadores mas “a realidade de utilização deste tipo de software é sempre menor no caso do smartphone e no caso do tablet”.

A realidade é que os utilizadores europeus têm uma maior tendência para bloquear anúncios online, e Portugal até acompanha a percentagem dos EUA ou do Japão (ambos com 26%). A Polónia é o país com mais “adblockers” (46%), seguindo-se a Grécia, Noruega, Alemanha e Dinamarca, nos 40%.