Haverá privacidade numa “smart city”?

“A massificação dos dados [pessoais] nas políticas públicas urbanas e em particular nas relações público/privado”, colocando “em perspectiva a cidade no prisma da economia das plataformas e dos equilíbrios de forças entre actores públicos, privados e cidadãos”, é o objectivo do recente estudo “La plateforme d’une ville – Les données personnelles au cœur de la fabrique de la smart city“.

Realizado pelo Laboratoire d’Innovation Numérique da CNIL, a agência francesa equivalente à comissão portuguesa de protecção de dados pessoais, o estudo analisa como os “modelos económicos das plataformas transformam a cidade”, a “cidade líquida” e quem beneficia dos seus fluxos ou a análise de uma “navegação privada” ou anonimizada em espaço público.

O resultado são quatro propostas de “cenários prospectivos de regulação”, não exclusivos, para permitir um “re-equilíbrio privado/público” sobre os dados pessoais, que apontam para dados abertos (“open data”) privados obrigatórios, um aumento dos dados de interesse geral, plataformas de acesso a esses dados e a portabilidade cidadã dos mesmos.

O estudo surge a poucos meses da adopção europeia do Regulamento Geral de Protecção de Dados, que deverá ocorrer até Maio de 2018.

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