Os estados e as suas forças militares perceberam a importância do controlo das redes de telecomunicações para a vigilância, para propaganda ou para dificultar o acesso dos seus oponentes a essas redes.

“Esta forma de conflito híbrido – lançado por estados sem insígnia estatal, em serviços desenvolvidos por privados e usados publicamente – mostram um genuíno desafio aos que vigiam a rede e às empresas privadas cujas plataformas são alvo”, escreve Jonathan Zittrain em “Netwar: The unwelcome militarization of the Internet has arrived“.

Esta situação revela novos desafios, desde que, em 1995, John Arquilla e David Ronfeldt os anteciparam no estudo “Cyberwar and Netwar: New Modes, Old Concepts, of Conflict“. Por exemplo, a forma como se subvertem os media sociais para objectivos de propaganda.

Perante um passado em que as tecnologias poderiam conhecer alguém de forma detalhada num “estado de vigilância”, caminhou-se para um modelo em que “as nossas tecnologias de informação possibilitam algumas liberdades e diminuem outras”.

E para a ciberdefesa, adoptada em 2008 pelos EUA e pela NATO em 2016, como “domínio de operações“. A organização atlântica considerou que os países aliados podem “requerer uma defesa colectiva em resposta a um ciberataque significativo, o equivalente a um ataque armado através do ciberespaço”.

“Um espaço digital que parecia por tanto tempo ser novo e diferente – concerteza, com novos problemas bem como novas possibilidades – continua em perigo de ser distorcido pelo poder duro de estados que agora apreciam em pleno o poder que ele contém”.